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Como montar um controle financeiro simples que todo dono de PME consegue usar no dia a dia | Reestruturação de Empresas

  • Writer: Frederico Soares
    Frederico Soares
  • Jan 30
  • 6 min read

Updated: Feb 2

Você não precisa ser “do financeiro” para ter controle do dinheiro


Você não é financeiro, mas precisa controlar o dinheiro da empresa? Veja como montar um controle financeiro simples, prático e eficiente, que qualquer dono de pequena e média empresa consegue usar no dia a dia para enxergar lucro e caixa.

Muitos donos de pequenas e médias empresas vivem esse cenário:

  • Sabem vender, atender cliente, tocar operação.

  • Mas se sentem perdidos quando o assunto é controle financeiro.

  • Dependem do extrato bancário, da contabilidade ou de uma planilha que ninguém atualiza direito.

  • Têm a sensação de que “o dinheiro some” e não sabem explicar para onde foi.


O resultado é:

  • Decisão no “achismo”.

  • Surpresas no caixa.

  • Medo de investir, contratar ou crescer.


A verdade é que você não precisa ser um especialista financeiro para ter um controle que funcione.Você precisa de um modelo simples, objetivo e atualizado, que caiba na sua rotina.


Neste artigo, vou te mostrar:

  • O que um controle financeiro mínimo, mas eficiente precisa ter.

  • Como organizar isso em uma planilha ou sistema simples.

  • Como usar esse controle no dia a dia, em poucos minutos.

  • E como isso se conecta com um diagnóstico e uma consultoria financeira mais aprofundada, quando for o caso.

Se hoje você sente que não tem clareza sobre as finanças da sua empresa, um bom começo é organizar o básico. E, se quiser acelerar, pode contar com um Diagnóstico Financeiro Gratuito da BRK Consult.


Reestruturação de Empresas | O que é, na prática, um controle financeiro “simples e suficiente”


Controle financeiro simples não é:

  • Um sistema gigante cheio de recursos que você não usa.

  • Uma planilha com 50 abas, fórmulas complexas e que só o contador entende.

  • Algo que dá trabalho demais e, por isso, você abandona depois de uma semana.


Um controle financeiro simples e suficiente para a maior parte das PMEs precisa permitir que você enxergue, com clareza:

  • Quanto entra (receitas).

  • Quanto sai (despesas, custos, dívidas).

  • Quando entra (prazo dos recebimentos).

  • Quando sai (prazo dos pagamentos).

  • E, a partir disso, como ficará o caixa nos próximos dias e semanas.


Em outras palavras:

  • Um bom controle te mostra o passado,

  • Organiza o presente,

  • E te dá uma ideia concreta do futuro próximo (30–60 dias).


Passo 1: separar conta pessoal de conta da empresa (sem isso, nada funciona)


Antes de falar de planilha ou sistema, vem o básico:


Se as contas pessoais e da empresa estão misturadas, qualquer controle fica mentiroso.


O que você precisa fazer, o quanto antes:

  • Ter uma conta bancária só da empresa.

  • Definir um pró-labore para você (e sócios, se houver).

  • Parar de pagar despesas pessoais pela conta PJ.

  • Registrar eventuais empréstimos pessoais para a empresa (e não deixar isso “solto”).


Sem essa separação mínima:

  • Parece que a empresa gasta mais do que realmente gasta.

  • Ou parece que ela dá menos lucro do que realmente dá.

  • Você perde qualquer visibilidade real.


Passo 2: escolher a ferramenta – planilha ou sistema simples


Você pode ter um bom controle financeiro usando:

  • Planilha (Excel/Google Sheets)  

    • Vantagens: gratuita (ou quase), flexível, fácil de ajustar.

    • Desvantagens: depende muito de disciplina na atualização.

  • Sistema simples de gestão financeira (ERP leve ou app de controle)  

    • Vantagens: automatiza parte dos lançamentos, gera relatórios mais rápidos.

    • Desvantagens: mensalidade, curva de aprendizado, excesso de recursos que podem distrair.


Para a maioria das PMEs que ainda não têm nada, começar por uma boa planilha (bem pensada) já é um salto enorme.


O importante não é a ferramenta, e sim:

  • O modelo que você usa.

  • A disciplina em alimentar e olhar os dados.


Passo 3: estruturar 3 visões básicas (caixa, receitas, despesas)


Um controle financeiro simples pode ser organizado em 3 blocos:

  1. Controle diário de caixa (entradas e saídas)  

  2. Visão de receitas (o que entra, de quem, quando)  

  3. Visão de despesas e custos (o que sai, para quem, quando)


Vamos ver cada um.


1. Controle diário de caixa


Aqui você enxerga o movimento de dinheiro da empresa.


Campos mínimos:

  • Data.

  • Descrição (ex.: venda à vista, pagamento fornecedor X, salário, aluguel).

  • Categoria (receita, despesa fixa, despesa variável, investimento, financiamento etc.).

  • Valor.

  • Tipo (entrada ou saída).

  • Forma (dinheiro, cartão, transferência, boleto etc.).

  • Saldo de caixa após o movimento.


Com isso, você consegue:

  • Saber quanto dinheiro tem hoje.

  • Entender quais são os principais motivos de saída.

  • Identificar picos e vales de caixa.


2. Visão de receitas (a receber)


Não basta saber quanto vendeu; é preciso saber quando vai receber.


Campos mínimos:

  • Data da venda / emissão.

  • Cliente.

  • Descrição (produto/serviço).

  • Valor total.

  • Condição de pagamento (à vista, 30 dias, 3x, etc.).

  • Datas de vencimento de cada parcela.

  • Situação (a receber, recebido, atrasado).


Essa visão ajuda a:

  • Entender a previsão de entradas de caixa para os próximos dias e semanas.

  • Cobrar clientes atrasados com método.

  • Planejar pagamentos com base no que realmente vai entrar.


3. Visão de despesas e custos (a pagar)


Do outro lado, você precisa de clareza sobre quando o dinheiro vai sair.


Campos mínimos:

  • Data de lançamento.

  • Fornecedor / beneficiário.

  • Descrição (aluguel, folha, contador, fornecedor Y, empréstimo banco Z).

  • Categoria (fixa, variável, imposto, juros, etc.).

  • Valor.

  • Data de vencimento.

  • Situação (a pagar, pago, atrasado).


Com isso, você enxerga:

  • Compromissos futuros (não é só o que já saiu).

  • Em que períodos do mês o caixa fica mais pesado.

  • Onde dá para renegociar prazos ou reorganizar pagamentos.


Passo 4: montar um fluxo de caixa simples (projetar o futuro)


Com as visões de:

  • Entradas previstas (a receber),

  • Saídas previstas (a pagar), você consegue montar um fluxo de caixa projetado.


Como fazer de forma simples:

  • Em uma planilha, crie uma linha do tempo (por dia ou por semana).

  • Para cada dia/semana, some:

    • Entradas previstas para aquela data.

    • Saídas previstas para aquela data.

  • Comece com o saldo inicial de caixa (quanto você tem hoje).

  • Vá somando e subtraindo, dia a dia / semana a semana, até 30 ou 60 dias.


O resultado:

  • Você passa a ver onde o caixa vai ficar negativo, com antecedência.

  • Pode agir antes do problema explodir (renegociar, antecipar ações de venda, reorganizar pagamentos).

  • Deixa de ser “surpreendido” com falta de dinheiro.


Passo 5: rotina de uso – como fazer isso caber na agenda do dono


Não adianta ter o controle perfeito se você não usar. Então, pense em uma rotina realista:


Diariamente (10 a 15 minutos)


  • Registrar entradas e saídas do dia (ou conferir, se alguém lançou para você).

  • Ver como ficou o saldo de caixa.


Semanalmente (30 a 40 minutos)


  • Atualizar:

    • Contas a receber (o que entrou, o que continua pendente).

    • Contas a pagar (o que foi pago, o que vem pela frente).

  • Olhar o fluxo de caixa projetado das próximas 4 semanas.

  • Tomar decisões simples:

    • Antecipar cobrança de clientes.

    • Renegociar algum pagamento antes de vencer.

    • Segurar ou liberar alguma despesa.


Mensalmente (1 a 2 horas)


  • Fechar o mês financeiro:

    • Quanto entrou no total.

    • Quanto saiu no total, por categoria.

    • Se houve sobra ou falta no caixa.

  • Comparar com meses anteriores.

  • Discutir (sozinho ou com sócios/consultor):

    • O que melhorou.

    • O que piorou.

    • O que precisa mudar para o próximo mês.


Os principais benefícios de um controle financeiro simples bem-feito


Quando você implementa esse tipo de controle e mantém a rotina, começa a perceber:

  • Menos surpresas no caixa.

  • Mais clareza para dizer “sim” ou “não” a despesas e investimentos.

  • Capacidade de negociar melhor com bancos e fornecedores (porque fala com base em números).

  • Entendimento real de:

    • Quais gastos pesam mais.

    • Quais meses são mais críticos.

    • Como equilibrar melhor entradas e saídas.


E, principalmente:

  • Você deixa de “dirigir a empresa no escuro” e passa a ter um painel mínimo de controle.


Quando o controle simples não é mais suficiente (e é hora de aprofundar)


Esse controle é excelente ponto de partida, mas em muitos casos ele vai te mostrar que:

  • O problema da sua empresa não é só falta de controle.

  • Existem erros de estrutura financeira:

    • Margens ruins.

    • Custos fixos inchados.

    • Prazos desajustados.

    • Endividamento pressionando demais o caixa.


Ou seja:

  • O controle revela o tamanho real do problema.

  • A partir daí, muitas empresas percebem que precisam de um trabalho de diagnóstico e reestruturação mais profundo.


Onde entra a BRK Consult nesse processo


A BRK Consult atua justamente com empresas que:

  • Faturam, mas não veem dinheiro sobrar.

  • Estão no limite do caixa ou já no vermelho.

  • Precisam sair do “achismo” e tomar decisões com base em números.


Além de ajudar a estruturar controles simples e práticos, a BRK Consult realiza:

  • Diagnóstico / Auditoria Financeira Inicial Detalhada, que vai além do controle básico:

    • Analisa o passado financeiro (12 a 24 meses).

    • Mapeia margens, custos, dívidas e fluxo de caixa.

    • Identifica erros, desperdícios e valores a resgatar.

  • A partir disso, constrói, junto com o empresário:

    • Um plano de ação para aumentar lucro e gerar caixa.

    • Ajustes de precificação, custos, prazos e dívidas.

    • Um modelo de gestão financeira que não dependa apenas de “instinto”.


E com um modelo de honorários que inclui:

  • Parte fixa pelo diagnóstico.

  • Componente de sucesso, vinculado a valores recuperados / plano implementado.

Um controle financeiro simples já pode mudar completamente a forma como você enxerga sua empresa. Mas, se os números mostrarem problemas mais profundos, não enfrente isso sozinho. Solicite um Diagnóstico Financeiro Gratuito e veja como a BRK Consult pode te ajudar a organizar, recuperar e fazer o dinheiro aparecer de verdade.


Próximo passo: começar pequeno, mas começar hoje


Para transformar esse conteúdo em ação prática, ainda hoje você pode:

  • Definir: a partir de agora, empresa e vida pessoal terão contas separadas.

  • Escolher a ferramenta: uma planilha no Excel/Google Sheets ou um sistema simples.

  • Montar o esqueleto do controle:

    • Aba de caixa (entradas e saídas).

    • Aba de contas a receber.

    • Aba de contas a pagar.

  • Reservar horário fixo na agenda (diário/semana) para atualizar e olhar os números.


Se quiser acelerar:

  • Use esses primeiros dados como base para um diagnóstico financeiro com a BRK Consult.

  • Assim, em vez de só registrar o problema, você começa a trabalhar na solução.


 
 
 

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