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Como definir o pró-labore ideal do sócio para não estrangular o caixa da empresa | Reestruturação de Empresas

  • Writer: Frederico Soares
    Frederico Soares
  • Feb 2
  • 7 min read


Reestruturação de Empresas | Quando o dono vive bem e a empresa vive sufocada (ou o contrário)


Reestruturação de Empresas | Você tira dinheiro da empresa “quando dá” ou tem um pró-labore definido? Veja como calcular o pró-labore ideal do sócio, equilibrando suas necessidades pessoais com a saúde financeira da empresa, e evite estrangular o caixa do negócio.

Em muitas pequenas e médias empresas, o pró-labore é tratado assim:

  • “Eu tiro o que dá.”

  • “Quando sobra dinheiro, eu me pago.”

  • “Esse mês apertei um pouco mais, mês que vem eu vejo.”


Na prática, isso gera dois extremos perigosos:

  • Extremo 1 – Sócio tira demais:  

    • A empresa vive sufocada.

    • Falta dinheiro para pagar contas e investir.

    • O risco de crise e endividamento aumenta.

  • Extremo 2 – Sócio tira de menos (ou quase nada):  

    • O dono vive mal, sobrecarregado, desmotivado.

    • A empresa parece saudável, mas às custas da vida pessoal do sócio.

    • A conta vem depois, em forma de burnout, conflitos familiares ou decisões precipitadas.


Definir um pró-labore ideal é encontrar o ponto de equilíbrio entre:

  • O que a empresa pode pagar com segurança.

  • O que o sócio precisa para viver com dignidade e estabilidade.


Neste artigo, você vai ver:

  • A diferença entre pró-labore, lucro e retirada aleatória.

  • Os riscos de não ter pró-labore definido.

  • Um passo a passo prático para calcular um valor saudável.

  • E como um diagnóstico financeiro ajuda a ajustar esse número com base em dados reais.

Se hoje você sente que ‘nunca sabe quanto pode tirar’ da empresa, é sinal de falta de clareza financeira. Um Diagnóstico Financeiro Gratuito pode te ajudar a enxergar, com números, qual é o pró-labore que a empresa suporta.


Conceitos básicos: pró-labore não é lucro e não é “pegar dinheiro do caixa”


Antes de ir para o cálculo, alinhemos os termos.


Pró-labore é:

  • A remuneração mensal do sócio que trabalha na empresa, como se fosse um “salário de gestor/diretor”.

  • Um custo fixo da operação (entra como despesa administrativa, geralmente).


Lucro é:

  • O que sobra depois de pagar todos os custos e despesas – incluindo pró-labore.

  • Pode ser distribuído aos sócios, reinvestido na empresa, usado para formar reserva, etc.


Retirada aleatória é:

  • Quando o sócio simplesmente pega dinheiro do caixa, sem registro claro:

    • Para despesas pessoais.

    • Para cobrir “buracos” da vida privada.

  • Não entra em nenhum planejamento.

  • Desorganiza completamente a visão financeira.


Sem separar essas três coisas, você:

  • Nunca sabe se a empresa é realmente lucrativa.

  • Não sabe se o problema é o negócio ou a forma como o sócio retira dinheiro.

  • Tem dificuldade de tomar qualquer decisão de crescimento ou reestruturação.


Riscos de não ter um pró-labore bem definido


Quando não existe um pró-labore claro, surgem vários problemas.


1. Caixa imprevisível

  • Em meses “bons”, o sócio tira muito.

  • Em meses “ruins”, às vezes tira quase o mesmo – sufocando a empresa.

  • O caixa nunca se estabiliza.


2. Confusão entre empresa e pessoa física

  • Despesas pessoais pagas pela conta PJ.

  • Não se sabe quanto, de verdade, a empresa está “pagando” para o dono.

  • Mistura que complica decisões, planejamento e até situações jurídicas/fiscais.


3. Conflito entre sócios

  • Um sócio tira mais que o outro.

  • Não há critério objetivo.

  • Surgem ressentimentos e discussões difíceis de resolver.


4. Distorção do resultado da empresa

  • Em alguns meses, parece que a empresa é super lucrativa (porque o sócio tirou pouco).

  • Em outros, parece que está quebrando (porque o sócio tirou muito).

  • Não há visão consistente.


Definir um pró-labore ideal ajuda a:

  • Dar previsibilidade ao caixa.

  • Separar o que é empresa e o que é vida pessoal.

  • Profissionalizar a gestão.


Passo a passo para definir o pró-labore ideal


Existem várias formas de calcular pró-labore. Vamos a um método prático, adequado para PMEs.


Passo 1: entender quanto a empresa pode pagar hoje


Antes de olhar o que você precisa, olhe o que a empresa consegue.


Você precisa ter clareza de:

  • Faturamento médio mensal (últimos 6–12 meses).

  • Custos variáveis (ligados diretamente à venda).

  • Custos fixos atuais (aluguel, folha, sistemas, contador, etc.).

  • Dívidas e obrigações (parcelas mensais de empréstimos, financiamentos, etc.).


Com isso, calcule:

  • Margem de contribuição total (faturamento – custos variáveis).

  • Quanto dessa margem vai para:

    • Custos fixos (sem pró-labore).

    • Dívidas e compromissos recorrentes.


O que sobra depois disso é o que a empresa tem hoje para:

  • Pagar pró-labore dos sócios.

  • Gerar lucro.

  • Formar reserva e investir.


Se, ao fazer essa conta, você perceber que não sobra quase nada ou sobra negativo, é sinal de que:

  • A empresa não está em condição de pagar um pró-labore alto.

  • E, provavelmente, precisa de ajustes mais profundos (margem, custos, dívidas).


Passo 2: mapear o mínimo que você precisa para viver com segurança


Agora é o outro lado: sua vida pessoal.


Liste, com honestidade, seus custos pessoais mensais:

  • Moradia (aluguel, condomínio, financiamento).

  • Alimentação.

  • Transporte.

  • Educação (escola/faculdade dos filhos).

  • Saúde (plano, remédios).

  • Contas básicas (água, luz, internet, telefone).

  • Compromissos financeiros (financiamentos, consórcios, etc.).

  • Lazer mínimo e imprevistos.


A partir disso, defina:

  • Seu custo de vida atual.

  • O quanto você poderia ajustar temporariamente, se estiver em fase de reorganização da empresa.


O objetivo é chegar a um número:

  • Que seja viável para a empresa.

  • E suficiente para você não viver em completo sufoco.


Passo 3: cruzar as duas visões (empresa x vida pessoal)


Agora você tem:

  • Quanto a empresa consegue pagar (com segurança).

  • Quanto você precisa, no mínimo, para viver.


Podem acontecer três cenários:

  1. A empresa consegue pagar confortavelmente o valor que você precisa  

    • Ótimo.

    • Pró-labore pode ser definido nesse patamar ou perto dele.

  2. A empresa consegue pagar, mas “no limite”  

    • Aí é necessário cuidado:

      • Talvez definir um pró-labore um pouco menor,

      • Enquanto você ajusta margens, custos e dívidas da empresa,

      • E, com o tempo, aumentá-lo.

  3. A empresa não consegue pagar nem o mínimo que você precisa  

    • Este é um sinal vermelho:

      • Ou o negócio está financeiramente desequilibrado,

      • Ou seu padrão de vida está acima do que a empresa pode oferecer neste momento,

      • Ou ambos.

    • Aqui, não é só questão de pró-labore; é questão de reestruturação financeira (da empresa e, muitas vezes, da vida pessoal).


Passo 4: formalizar o pró-labore e parar com “retiradas aleatórias”


Depois de chegar a um valor:

  • Defina oficialmente o pró-labore (em contrato social ou aditivo, se possível).

  • Programe o pagamento em data fixa todo mês (como se fosse qualquer outro salário).

  • Evite ao máximo retiradas extras, fora esse valor.


Se, eventualmente, for necessário fazer retiradas adicionais:

  • Registre isso como:

    • Distribuição de lucro, se houver lucro real apurado; ou

    • Empréstimo ao sócio, se fizer sentido (com registro adequado).


O importante é:

  • Que esse movimento não seja regra,

  • E não vire um “ralo invisível” no caixa da empresa.


Passo 5: revisar o pró-labore periodicamente, com base em números


Pró-labore não é algo que você define uma vez e nunca mais mexe.


É saudável:

  • Revisar pelo menos uma vez por ano, ou quando houver mudanças relevantes:

    • Aumento consistente de lucro e caixa.

    • Redução ou aumento relevante de custos e dívidas.

    • Mudança no papel do sócio (mais ou menos envolvido no dia a dia).

  • Ajustar o valor para cima, quando:

    • A empresa está consistente,

    • Gera lucro e caixa,

    • E há espaço para melhorar sua remuneração sem sufocar o negócio.

  • Ajustar para baixo, temporariamente, quando:

    • A empresa entra em fase de reestruturação ou crise,

    • E é necessário dividir o sacrifício entre sócios, equipe e operação.


Como a falta de pró-labore claro aparece no diagnóstico financeiro


Quando a BRK Consult faz um diagnóstico/auditoria financeira, é muito comum encontrar:

  • Empresas que parecem dar pouco lucro, mas:

    • O problema está na forma descontrolada de retirada dos sócios,

    • E não necessariamente no modelo de negócio.

  • Empresas em crise em que:

    • O sócio continua retirando como se nada tivesse acontecido,

    • Acelerando o sufocamento do caixa.

  • Sócios que não fazem ideia de quanto realmente “ganham” da empresa, porque:

    • Misturam pró-labore, distribuição de lucro e retirada aleatória,

    • Sem separar o que é custo, o que é retorno de investimento, o que é simplesmente confusão.


Ao organizar isso, o diagnóstico ajuda a:

  • Mostrar quanto a empresa pode pagar de forma saudável.

  • Mostrar se o problema é estrutural (empresa não se sustenta) ou de comportamento (retiradas excessivas, falta de controle).

  • Propor um plano para:

    • Ajustar pró-labore,

    • Rever padrão de consumo,

    • E reequilibrar empresa e vida pessoal.


Como a BRK Consult ajuda na definição de pró-labore e equilíbrio financeiro


A BRK Consult atua junto com donos e sócios de PMEs para:

  • Fazer um raio-X financeiro completo (diagnóstico/auditoria).

  • Entender:

    • A real lucratividade da empresa.

    • A situação de caixa e endividamento.

    • O impacto das retiradas dos sócios.

  • A partir disso, ajudar a:

    • Definir um pró-labore sustentável.

    • Organizar a separação entre contas pessoais e contas da empresa.

    • Montar um plano de ajuste gradual, se hoje o valor desejado não é possível.


Sempre com foco em:

  • Proteger a saúde financeira da empresa.

  • Garantir uma remuneração justa e estável para o sócio.

  • Criar um ambiente onde seja possível planejar o futuro, e não apenas reagir ao presente.

Se hoje você sente que não sabe qual é o ‘seu salário de verdade’ na empresa, ou tem medo de estar tirando demais (ou de menos), este é um ótimo momento para colocar números na mesa. Solicite um Diagnóstico Financeiro Gratuito e veja, com clareza, qual é o pró-labore que sua empresa pode suportar sem estrangular o caixa.

Próximos passos práticos para ajustar o pró-labore ainda este mês


Para não deixar este texto na teoria, você pode:


1. Listar quanto realmente retirou da empresa nos últimos 6 meses


Some:

  • Pró-labore (se já existe).

  • Retiradas extras.

  • Despesas pessoais pagas pela empresa.


Isso mostra quanto a empresa está, de fato, te pagando hoje.


2. Comparar esse valor com o que a empresa aguenta e com o que você precisa

  • Veja se o valor atual é:

    • Superior ao que a empresa suporta.

    • Inferior ao que você realmente precisa.

  • Entenda se o desequilíbrio está mais do lado da empresa ou do lado da vida pessoal.


3. Conversar com um especialista para desenhar um plano de ajuste


Se perceber desequilíbrio (para mais ou para menos):

  • Não tente resolver apenas cortando ou aumentando retiradas no chute.

  • Busque apoio para:

    • Enxergar melhor os números da empresa.

    • Simular cenários (o que acontece se o pró-labore mudar).

    • Construir um plano que proteja a empresa e você.


É exatamente esse tipo de conversa que a BRK Consult conduz a partir do diagnóstico financeiro: colocar clareza na relação entre dono e empresa, para que os dois possam respirar melhor.



 
 
 

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