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O que fazer quando você tem medo real de que sua empresa quebre | Reestruturação de Empresas

  • Writer: Frederico Soares
    Frederico Soares
  • Jan 29
  • 7 min read

Updated: Feb 2


Quando o medo deixa de ser exagero e vira sinal de alerta


Medo de que sua empresa quebre? Veja o que fazer agora para tentar evitar a falência | BRK Consult


Talvez você esteja vivendo algo assim:


  • Dorme e acorda pensando nas contas da empresa.

  • Tem medo de abrir o internet banking.

  • Todo mês é um sufoco para pagar folha, impostos e fornecedores.

  • Já considerou “jogar tudo para o alto”, mas não sabe como fazer isso sem destruir sua vida financeira e pessoal.

  • E uma frase não sai da cabeça: “Tenho medo real de que minha empresa quebre.”


Esse medo não é fraqueza. Ele é um sinal.


Neste artigo, vamos tratar desse tema de forma direta e prática:


  • O que esse medo costuma significar, na prática, sobre a situação da empresa.

  • Os erros mais comuns de quem está com medo de quebrar (e acaba acelerando o problema).

  • O que você pode fazer agora, em passos claros, para tentar evitar a falência.

  • E como um diagnóstico financeiro profissional pode te ajudar a decidir, com números, o melhor caminho: recuperar ou proteger o que ainda pode ser salvo.


Se você já sente medo real de quebrar, seu maior risco é não agir. Comece com uma Auditoria Financeira Inicial para entender, com clareza, onde sua empresa está e qual é a saída possível.


O que esse medo está tentando te dizer (na linguagem dos números)


Em boa parte dos casos, quando o dono sente medo real de quebrar, é porque:


  • O caixa está constantemente no limite.

  • As dívidas já não cabem com conforto no faturamento.

  • Existem atrasos recorrentes (ou risco real de atraso) com folha, impostos ou fornecedores.

  • Não há visão clara de como serão os próximos meses.


Ou seja: seu emocional está reagindo ao que, no fundo, os números já mostram – mesmo que você ainda não tenha colocado tudo no papel.


Esse medo pode ser:


  • Um sinal de alerta antecipado, com tempo para corrigir o rumo;

ou

  • Um aviso de que o problema já é grave e exige uma reestruturação pesada.


A diferença entre um caso e outro só aparece quando você olha os números com honestidade.


Reestruturação de Empresas | Erros que quem está com medo de quebrar costuma cometer (e que pioram tudo)


Quando a pressão é grande, é comum tomar decisões impulsivas. Alguns erros típicos:


1. Pegar qualquer empréstimo que aparece, sem saber se vai conseguir pagar


  • Empréstimos com juros altos, “dinheiro rápido”, para aguentar mais 1 ou 2 meses.

  • Uso intenso de cheque especial, conta garantida, cartão empresarial.

  • Novo financiamento para pagar dívidas antigas, sem mudar nada na operação.


Isso passa a sensação de alívio no curtíssimo prazo, mas:


  • Aumenta o endividamento total.

  • Aumenta o custo mensal de juros.

  • Deixa a empresa mais presa ao sistema financeiro.


Se a estrutura do negócio continua a mesma, a tendência é voltar ao sufoco em poucos meses, só que mais endividado.


2. Vender patrimônio pessoal sem saber se a empresa é recuperável


Por desespero ou por apego ao negócio, alguns empresários:


  • Vendem carro, imóvel, aplicações pessoais.

  • Colocam todo esse dinheiro na empresa sem um plano claro.

  • Continuam tocando a operação do mesmo jeito.


O risco aqui é enorme:


  • Perder a empresa e o patrimônio pessoal.

  • Descobrir, tarde demais, que o negócio não era mais viável nessas condições de mercado.


Colocar mais dinheiro pessoal na empresa só faz sentido depois de um diagnóstico sério, que mostre:


  • Se a empresa ainda tem jeito.

  • Que mudanças estruturais serão feitas.

  • Em quanto tempo e com que risco você pode esperar recuperação.


3. Paralisar e empurrar tudo com a barriga


O medo também pode gerar paralisia:


  • Evitar olhar números.

  • Deixar para depois conversas difíceis (com sócios, bancos, fornecedores, família).

  • Ficar “apagando incêndio” no dia a dia, sem parar para pensar estrategicamente.


Nesse cenário, cada mês que passa:


  • Aumenta o buraco.

  • Diminui suas opções.

  • Tira tempo de reação.


4. Tomar decisões drásticas sem critério (cortes cegos, demissões aleatórias)


Por desespero, alguns donos:


  • Cortam marketing que traz clientes.

  • Demitem gente chave para o negócio sobreviver.

  • Reduzem qualidade de produto/serviço a ponto de afastar bons clientes.


Isso até pode diminuir custo no curtíssimo prazo, mas:


  • Prejudica a capacidade da empresa de gerar caixa para se recuperar.

  • Danifica a reputação.

  • Torna a volta por cima ainda mais difícil.


Antes de agir: encare três perguntas cruciais


Antes de pegar novo empréstimo, vender patrimônio ou demitir metade da equipe, pare e responda com sinceridade:


  1. Eu sei exatamente quanto a empresa deve hoje (bancos, impostos, fornecedores)?  

  2. Eu sei quanto custa, por mês, manter a empresa aberta em “modo sobrevivência”?  

  3. Eu tenho uma projeção mínima do que pode acontecer com o caixa nos próximos 60–90 dias?


Se a resposta for “não” para qualquer uma dessas perguntas, o primeiro passo não é agir – é entender.


E isso nos leva à parte prática.


Passo a passo: o que fazer quando o medo de quebrar é real


Passo 1: colocar a realidade no papel (sem maquiagem)


Separe algumas horas, desligue distrações e faça uma fotografia honesta da empresa:


  • Liste todas as dívidas:

    • Bancos (tipo de crédito, valor total, parcela mensal).

    • Fornecedores (quem, quanto, atraso).

    • Impostos (quais, quanto, parcelados ou não).

    • Outros compromissos (aluguéis, contratos relevantes).

  • Levante o custo fixo mínimo para manter a empresa viva:

    • Folha de pagamento essencial.

    • Aluguel, água, luz, internet.

    • Contabilidade e sistemas essenciais.

    • Insumos mínimos para operar.

  • Anote o faturamento médio dos últimos 6 a 12 meses.


Não precisa ser um relatório perfeito. Precisa ser verdadeiro.


Esse exercício já costuma trazer duas sensações:


  • Alívio (porque a situação finalmente deixa de ser um “monstro invisível”).

  • Urgência (porque você passa a ver o tamanho real do problema).


Passo 2: separar, ao máximo, empresa e vida pessoal


Em momentos de crise, misturar tudo é um perigo.


Defina, a partir de agora:


  • Um pró-labore realista (nem zero, nem fantasioso).

  • Que despesas pessoais não serão mais pagas pela conta PJ.

  • Que retiradas extraordinárias só serão feitas se o plano de recuperação permitir.


Isso é fundamental para:


  • Enxergar se o problema principal está na empresa ou no padrão de vida dos sócios.

  • Proteger minimamente você e sua família, mesmo que o pior aconteça.


Passo 3: identificar o que é vital pagar e o que pode ser renegociado


Com o mapa na mão, classifique seus pagamentos em 3 grupos:


  • Vital para manter a empresa aberta e operando  

    • Folha da equipe essencial.

    • Aluguel do ponto (se for estratégico).

    • Fornecedores sem os quais você não consegue entregar.

    • Alguns impostos que podem gerar bloqueios sérios.

  • Importante, mas renegociável  

    • Parte das dívidas bancárias.

    • Alguns fornecedores menos críticos.

    • Alguns contratos de serviço.

  • Cortável ou adiável  

    • Gastos que não impactam diretamente a operação ou a capacidade de vender.

    • Benefícios e despesas acessórias.


Essa priorização deve ser fria e objetiva. Você precisa proteger:


  • O que mantém o negócio de pé no curto prazo.

  • E o que gera caixa para a recuperação.


Passo 4: buscar um diagnóstico financeiro profissional (de verdade)


Até aqui, você andou sozinho. Daqui para frente, tentar seguir sem ajuda aumenta muito o risco.


Uma auditoria/diagnóstico financeiro profissional, como a que a BRK Consult realiza, vai:


  • Pegar seus números e organizá-los de forma técnica.

  • Identificar por que a empresa chegou a esse ponto (margem, custos, prazos, dívidas, gestão).

  • Mostrar se o negócio ainda é viável no cenário atual de mercado.

  • Calcular o potencial de recuperação (se houver) e em quanto tempo.

  • Indicar se faz sentido investir em reestruturação ou, em casos extremos, planejar uma saída menos traumática.


É aqui que o medo começa a ser substituído por:


  • Um plano.

  • Cenários.

  • Decisões conscientes.


Se houver chance de recuperação: como transformar medo em plano de ação


Suponha que, após o diagnóstico, fique claro que a empresa ainda é recuperável, com reestruturação. O foco passa a ser:


1. Proteger o caixa nos próximos 90 dias


Isso envolve:


  • Reorganizar a ordem dos pagamentos.

  • Negociar com bancos e fornecedores a partir de um plano estruturado, e não de um pedido desesperado.

  • Buscar ações de geração rápida de caixa (ajustes de preço, ofertas para clientes certos, renegociação de contratos).


2. Ajustar operação, custos e precificação


Com base na análise:


  • Recalcular preços de venda.

  • Enxugar custos fixos que não se justificam.

  • Rever mix de produtos/serviços, focando no que realmente gera caixa.

  • Corrigir erros de gestão que estão drenando o resultado.


3. Reestruturar dívidas com critério


Negociar:


  • Prazos mais longos dentro da sua capacidade real de pagamento.

  • Troca de dívidas caras por outras mais baratas, quando possível.

  • Acordos que reduzam juros e multas em troca de pagamento organizado.


Tudo isso precisa ser amarrado em um plano financeiro – não em conversas soltas.


E se o diagnóstico mostrar que a empresa não é mais viável?


Esse é o cenário que ninguém quer, mas que às vezes é a realidade.


Ainda assim, existe diferença enorme entre:


  • Quebrar de forma desorganizada, deixando um rastro de problemas pessoais, jurídicos e emocionais;

e


  • Encerrar ou reduzir a operação de forma planejada, protegendo ao máximo:


    • Você e sua família.

    • O que ainda pode ser salvo de patrimônio.

    • Sua imagem pessoal e profissional.


Uma consultoria séria também pode ajudar a:


  • Fazer essa avaliação dura, porém necessária.

  • Estruturar um plano de saída responsável, se for o caso.

  • Pensar, junto com você, nos próximos passos da sua vida profissional.


Como a BRK Consult pode te ajudar nesse momento


A BRK Consult é especializada em consultoria financeira para pequenas e médias empresas que:

  • Faturam, mas não veem dinheiro sobrar.

  • Estão no vermelho ou em crise avançada.

  • Têm donos e sócios sentindo medo real de quebrar.


Nosso trabalho começa com uma:


  • Avaliação / Auditoria Financeira Inicial Detalhada, focada em:

    • Entender o passado financeiro da empresa.

    • Mapear dívidas, fluxo de caixa, margens, custos e inconsistências.

    • Identificar valores a resgatar e oportunidades de melhoria rápida.


A partir daí, quando há viabilidade de recuperação:


  • Estruturamos um plano de reestruturação financeira, com foco em:

    • Sobrevivência de curto prazo (caixa).

    • Ajustes operacionais e de custos.

    • Reestruturação de dívidas.

    • Implantação de controles mínimos (DRE gerencial, fluxo de caixa, indicadores).


E com um modelo de honorários que inclui componente de sucesso:


  • Parte pelo diagnóstico.

  • Parte ligada a valores efetivamente recuperados / plano implementado.

Se o medo de quebrar já faz parte do seu dia a dia, você não precisa enfrentar isso sozinho. Solicite um Diagnóstico Financeiro Gratuito e entenda, com a ajuda de um especialista, se sua empresa ainda tem jeito – e qual é o caminho.


Conclusão: coragem não é ignorar o medo, é agir apesar dele


Ter medo de que a empresa quebre é humano.O que vai definir seu futuro é o que você faz com esse medo.


Você pode:


  • Fingir que ele não existe,

  • Continuar empurrando com a barriga,

  • Pegar mais dívidas no escuro,

e aumentar o risco de chegar a um ponto sem volta.


Ou pode:


  • Olhar a realidade de frente.

  • Colocar os números no papel.

  • Buscar ajuda técnica para tomar decisões conscientes.


Na prática, coragem aqui não é “não ter medo”. É agir, com método e apoio, mesmo com medo.


E isso começa com um passo simples e concreto: colocar seus números nas mãos de quem sabe ler o que eles estão dizendo – e construir, com você, o melhor caminho possível a partir daí.


 
 
 

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