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Fluxo de caixa para PME's: o que realmente importa o dono acompanhar | Reestruturação de Empresas

  • Writer: Frederico Soares
    Frederico Soares
  • Feb 3
  • 6 min read

Reestruturação de Empresas | Introdução: extrato bancário não é fluxo de caixa


Reestruturação de Empresas | Você olha só o extrato bancário e vive no susto com o caixa? Entenda, de forma simples, o que é fluxo de caixa, quais números realmente importam para o dono de PME e como usar isso no dia a dia para evitar aperto e crises.

Muitos donos de pequenas e médias empresas controlam o financeiro assim:

  • Abrem o aplicativo do banco.

  • Olham o saldo.

  • Decidem na hora: “pago ou não pago”, “posso ou não posso”.


O problema é que:

  • O extrato mostra só o hoje.

  • Não mostra o que vai entrar e o que vai sair daqui a 7, 15, 30 dias.

  • E é justamente aí que moram os grandes sustos.


O fluxo de caixa é a ferramenta que tira você do “modo susto” e coloca no “modo previsão”.


Neste artigo, em linguagem direta, você vai ver:

  • O que é fluxo de caixa (sem “economês”).

  • Quais são os 3 controles mínimos que toda PME deveria ter.

  • Quais números realmente importam o dono acompanhar.

  • E como isso se conecta com diagnóstico e reestruturação financeira, se o aperto já estiver grande.

Se hoje você tem a sensação de que o dinheiro some e vive reagindo ao caixa, um bom começo é organizar o fluxo de caixa. Se quiser acelerar, comece com um Diagnóstico Financeiro Gratuito da BRK Consult.


O que é fluxo de caixa (sem complicação)


De forma simples:

  • Fluxo de caixa é o controle das entradas e saídas de dinheiro da empresa ao longo do tempo.


Ele responde três perguntas:

  • Quanto entrou de dinheiro?

  • Quanto saiu de dinheiro?

  • Como ficará o saldo de caixa hoje e nos próximos dias/semanas?


Existem duas visões importantes:

  • Fluxo de caixa realizado  

    • O que já aconteceu (o histórico).

  • Fluxo de caixa projetado  

    • O que está previsto para acontecer (o futuro próximo).


O dono de PME precisa dos dois:

  • O realizado, para entender padrões e erros.

  • O projetado, para não ser pego de surpresa.


Os 3 controles mínimos para ter um fluxo de caixa de verdade


Para ter um fluxo de caixa que funcione, você precisa de três listas básicas:

  1. Contas a receber (o que vai entrar)

  2. Contas a pagar (o que vai sair)

  3. Controle de caixa (o que entrou e saiu de fato)


Com isso, você consegue montar o fluxo de caixa projetado.


1. Contas a receber: não é só “quanto vendi”, é “quando vou receber”


Muita empresa acha que está tudo bem porque “vendeu bastante”.Mas o caixa sofre porque:

  • Vendeu a prazo demais.

  • Clientes atrasam.

  • Não há controle disso.


No controle de contas a receber, você deve ter:

  • Cliente.

  • Descrição (produto/serviço).

  • Valor da venda.

  • Condição de pagamento (à vista, 30 dias, 3x etc.).

  • Datas de vencimento de cada parcela.

  • Situação (a receber, recebido, atrasado).


Por que isso importa para o dono:

  • Você passa a enxergar quando o dinheiro entra.

  • Sabe quais clientes estão em atraso.

  • Evita planejar pagamentos com base em um dinheiro que ainda não caiu.


2. Contas a pagar: tudo o que já está comprometido para sair


Outro erro comum é olhar só o saldo de hoje, sem considerar:

  • Fornecedores com vencimento nos próximos dias.

  • Folha, impostos, aluguel.

  • Parcelas de empréstimo.


No controle de contas a pagar, você precisa ver:

  • Fornecedor/beneficiário.

  • Descrição (aluguel, folha, fornecedor X, empréstimo banco Y, impostos etc.).

  • Valor.

  • Data de vencimento.

  • Situação (a pagar, pago, atrasado).


Por que isso importa:

  • Você enxerga compromissos futuros.

  • Percebe, com antecedência, picos de saída de caixa.

  • Consegue negociar antes de virar atraso.


3. Controle de caixa: o movimento diário de entradas e saídas


Aqui você registra o que já aconteceu:

  • Todo dinheiro que entrou (vendas, recebimentos, outros).

  • Todo dinheiro que saiu (pagamentos, saques, tarifas, impostos).


Campos básicos:

  • Data.

  • Descrição.

  • Categoria (receita, despesa fixa, despesa variável, juros, impostos etc.).

  • Valor.

  • Tipo (entrada ou saída).

  • Saldo após o movimento.


Por que isso importa:

  • Você deixa de depender só do extrato.

  • Passa a entender para onde o dinheiro está indo.

  • Cria histórico para tomar decisões melhores.


Montando o fluxo de caixa projetado (o que mais interessa ao dono)


Com as três listas em mãos, você cria o fluxo de caixa projetado.


Como fazer, de forma simples:

  • Em uma planilha (ou sistema), crie uma linha do tempo (por dia ou semana).

  • Para cada dia/semana, some:

    • Entradas previstas (contas a receber).

    • Saídas previstas (contas a pagar).

  • Comece com o saldo de caixa atual.

  • Vá somando entradas e subtraindo saídas ao longo do tempo.


O resultado:

  • Você vê em quais dias/semanas o caixa pode ficar negativo.

  • Consegue se antecipar:

    • Negociando prazo com fornecedor.

    • Antecipando recebimentos (com critério).

    • Ajustando datas de pagamento.


Essa é a grande virada: sair de reagir ao que acontece para agir antes de acontecer.


O que realmente importa o dono acompanhar no fluxo de caixa


Você não precisa virar analista financeiro. Mas, como dono, deveria olhar, com frequência, pelo menos:


1. Saldo de caixa hoje e nos próximos 30 dias


Perguntas objetivas:

  • “Se nada mudar, meu caixa estará positivo em 30 dias?”

  • “Em quais dias/semanas ele fica mais apertado?”


Isso te ajuda a:

  • Tomar decisões de curto prazo com menos risco.

  • Programar pagamentos e cobranças.


2. Principais fontes de entrada


  • Quem são os clientes ou tipos de venda que mais colocam dinheiro no caixa?

  • Em que dias da semana ou períodos do mês entram mais recursos?


Com isso:

  • Você pode direcionar mais esforço para o que gera caixa rápido e saudável.


3. Principais fontes de saída


  • Quais são as 5 maiores despesas fixas mensais?

  • Quanto sai com juros, multas e tarifas bancárias?

  • Quanto sai com impostos?


Com isso:

  • Dá para enxergar onde atacar primeiro para aliviar o caixa.


4. Diferença entre o que você planejou e o que realmente aconteceu


Todo mês, compare:

  • O fluxo de caixa projetado x realizado.


Pergunte:

  • Entrou menos do que o previsto? Por quê?

  • Saiu mais do que o previsto? O que não estava no radar?


Esse aprendizado melhora suas projeções e evita repetir os mesmos erros.


Principais erros de dono de PME em relação ao fluxo de caixa


Alguns comportamentos típicos que atrapalham:

  • Confundir saldo com saúde  

    • “Hoje tem dinheiro na conta, então está tudo bem.”

    • Sem considerar boletos e compromissos que vencem logo em seguida.

  • Não registrar tudo  

    • Pequenos pagamentos “por fora”.

    • Pix rápidos que saem da conta sem registro.

    • Despesas pessoais pagas pela conta PJ.

  • Não projetar nada  

    • Viver totalmente no curto prazo.

    • Saber que terá impostos, 13º, férias, mas nunca se preparar com antecedência.

  • Achar que fluxo de caixa é coisa do contador  

    • Contador olha muito mais para o fiscal/tributário,

    • Fluxo de caixa é ferramenta de gestão do dono.


Quando problema de fluxo de caixa não é só falta de controle (e sim estrutura)


Organizar o fluxo de caixa é fundamental, mas às vezes ele revela que:

  • O problema não é só falta de registro.

  • É a própria estrutura financeira do negócio.


Alguns sinais disso:

  • Mesmo com fluxo de caixa organizado, o saldo tende a ficar negativo.

  • As contas não fecham porque:

    • Margem de lucro é baixa.

    • Custos fixos são altos.

    • Dívidas pesadas comem boa parte do caixa.

    • Prazos de recebimento e pagamento são muito desajustados.


Nesses casos:

  • Só controlar o fluxo não resolve.

  • É necessário um diagnóstico financeiro mais profundo e, muitas vezes, reestruturação.


Como a BRK Consult entra na história do fluxo de caixa


A BRK Consult ajuda PMEs em dois níveis:


  1. Organizar o controle e o fluxo de caixa  

    • Ajudando a estruturar:

      • Contas a receber.

      • Contas a pagar.

      • Controle de caixa.

      • Fluxo de caixa projetado.


  2. Ir além do fluxo, com diagnóstico e reestruturação  

    • Quando o fluxo mostra que:

      • A margem é baixa.

      • O endividamento está alto.

      • Os custos estão desajustados.

    • Entramos com uma Avaliação / Auditoria Financeira Inicial Detalhada, que:

      • Analisa o histórico financeiro (12–24 meses).

      • Mapeia margens, custos, dívidas, prazos.

      • Identifica desperdícios, inconsistências e valores a resgatar.

      • Mostra, com números, o que precisa ser ajustado para o caixa voltar a respirar.


Tudo isso com:

  • Linguagem prática.

  • Foco no dono da empresa.

  • Modelo de honorários com parte atrelada a resultados e valores recuperados.

Fluxo de caixa é o painel de controle da empresa. Se ele está apagado ou mostrando um cenário preocupante, é hora de agir.Solicite um Diagnóstico Financeiro Gratuito e veja, com ajuda da BRK Consult, como organizar o fluxo de caixa e ajustar a estrutura financeira do seu negócio.


Próximos passos práticos para começar hoje a usar fluxo de caixa a seu favor


Para transformar o conceito em ação:


1. Criar (ou revisar) suas três listas básicas


Hoje mesmo, defina:

  • Uma lista de contas a receber.

  • Uma lista de contas a pagar.

  • Um registro de entradas e saídas de caixa.


Pode ser em:

  • Planilha Excel/Google Sheets.

  • Sistema simples que você já tenha.


2. Montar um fluxo de caixa projetado de 30 dias

  • Some entradas e saídas previstas.

  • Veja em quais dias o saldo fica apertado.

  • Escolha uma ação concreta (negociar prazo, cobrar cliente, adiar gasto) já para este mês.


3. Se o fluxo mostrar um cenário muito apertado, buscar um diagnóstico mais profundo


Se, mesmo projetando, você perceber que:

  • O caixa continua negativo.

  • Dívidas estão pesando muito.

  • Custos parecem altos demais para a realidade.


então é o momento de:

  • Colocar seus números na mesa com um especialista.

  • Entender se é “só” questão de controle,

  • Ou se a empresa precisa de reestruturação financeira.


Esse é exatamente o papel da BRK Consult ao iniciar com uma Auditoria Financeira Inicial:usar o fluxo de caixa como ponto de partida para ajustar tudo o que está por trás dele.

 
 
 

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