Minha empresa fatura, mas não sobra dinheiro: principais causas e como resolver de forma definitiva -Reestruturação de Empresas
- Frederico Soares
- Jan 26
- 9 min read
Updated: Feb 1
Quando o dono trabalha, vende… e o dinheiro some...

Se a realidade hoje é mais ou menos assim:
- O faturamento não é pequeno, mas o caixa vive no limite.
- Todo mês é corrida para pagar folha, fornecedor, banco e impostos.
- Você olha para o extrato e pensa: “Com tudo o que eu vendo, era para sobrar dinheiro. Onde está indo esse dinheiro?”
Você não está sozinho. Muitos empresários de pequenas e médias empresas no Brasil vivem exatamente esse cenário: **empresa fatura, mas não sobra dinheiro**. E isso é mais perigoso do que parece, porque dá uma falsa sensação de que “está tudo bem” só porque entra dinheiro.
Neste artigo, vou explicar de forma prática:
- As **principais causas** de uma empresa que vende, fatura, mas não vê dinheiro em caixa.
- Os **erros mais comuns** que os empresários cometem tentando resolver isso sozinhos.
- A **estrutura de solução** que usamos em consultorias para transformar faturamento em lucro e caixa.
- Como você pode dar o próximo passo com um **diagnóstico financeiro focado em achar dinheiro que está se perdendo**.
Oferecemos um diagnóstico inicial 100% gratuito para encontrar oportunidades, possíveis valores a serem recuperados, fraudes, inconsistência e passivos.
Requisite o diagnóstico gratuito em qualquer lugar do Brasil!
O problema não é só vender: por que faturar não garante dinheiro em caixa - Reestruturação de Empresas
Muitos empresários foram condicionados a pensar que “o problema é falta de venda”. Então, quando percebem que não sobra dinheiro, a reação natural é:
- “Preciso vender mais.”
- “Vou fazer promoção.”
- “Vou dar mais prazo para o cliente.”
Só que em boa parte dos casos o problema **não é venda**, é **estrutura financeira**.
Pense em três níveis:
1. **Faturamento** – o quanto você vende.
2. **Lucro** – o quanto sobra depois de todos os custos e despesas.
3. **Caixa** – o dinheiro que efetivamente entra e está disponível para pagar contas e gerar folga financeira.
É totalmente possível (e muito comum) que:
- A empresa **fature bem**,
- **Tenha pouco lucro real**,
- E ainda assim **sofra com falta de caixa**.
Isso acontece porque existem “vazamentos” financeiros que consomem o dinheiro antes que ele vire sobra.
Principais causas de uma empresa que fatura, mas não sobra dinheiro
1. Margem de lucro apertada (ou negativa) sem o dono perceber
Em muitos negócios, o preço de venda foi definido “no olho”, copiando concorrentes ou com base em uma conta rápida:
- “Compro por 100, vendo por 150. Está ótimo, 50% de margem.”
Na prática, essa conta ignora:
- Impostos.
- Custos fixos (aluguel, folha, contador, sistemas etc.).
- Despesas financeiras (juros, tarifas bancárias, antecipação de recebíveis).
- Desperdícios, retrabalho, devoluções.
O resultado: **margem real muito menor do que o empresário imagina**. Em alguns produtos/serviços, pode estar **no zero ou negativa**. A empresa vende, mas cada venda leva um pedacinho do caixa embora.
Para saber se esse é o seu caso, é preciso:
- Calcular a **margem de contribuição** de cada produto/serviço.
- Enxergar claramente quais vendas **geram caixa** e quais **consomem caixa**.
2. Custos fixos inchados e fora de controle
Outro vilão clássico é a estrutura de custos fixos:
- Folha acima do que o faturamento suporta.
- Estrutura física maior ou mais cara do que o necessário.
- Despesas recorrentes que foram se acumulando com o tempo (softwares, assinaturas, serviços) sem revisão.
Quando os **custos fixos estão desajustados**, a empresa até vende bem, mas o que entra no caixa sai rapidamente para sustentar a estrutura.
Do lado de fora parece uma empresa saudável. Por dentro, é uma máquina de consumir dinheiro.
3. Mistura de contas pessoais com contas da empresa
Poucas coisas destroem a visão financeira de uma empresa tão rápido quanto a **mistura entre o bolso do dono e o caixa do negócio**.
Alguns sinais claros:
- O sócio paga despesas pessoais direto da conta PJ.
- Não há um pró-labore definido.
- O empresário “tira um dinheiro” quando aparece alguma necessidade, sem registro formal.
Quando isso acontece:
- Fica impossível entender se a empresa é realmente lucrativa.
- Planejamento de caixa vira chute.
- Qualquer melhoria de resultado “some” sem que se saiba para onde foi.
Separar as contas não é detalhe burocrático; é **condição básica para ver dinheiro sobrando de verdade**.
4. Descontrole de prazos: vende a prazo, paga à vista
Outro motivo muito comum de falta de caixa é o **descasamento de prazos**:
- A empresa **vende a prazo** (30, 60, 90 dias)
- Mas **paga fornecedores, impostos e folha à vista ou em prazos mais curtos**.
O fluxo fica assim:
1. Você vende.
2. O cliente ainda não pagou.
3. Mas você já pagou mercadoria, impostos, comissões, encargos trabalhistas etc.
Mesmo com lucro no papel, o caixa fica estrangulado. Alguns negócios até dependem de:
- Cheque especial.
- Empréstimos bancários.
- Antecipação de cartão e duplicatas (com juros altos).
Isso corrói o resultado e vira um ciclo vicioso de dependência de banco.
5. Falta de controle financeiro mínimo (ou informação ruim)
Em muitas PMEs, ainda temos cenários assim:
- Não existe **fluxo de caixa projetado**.
- O controle é feito em planilha incompleta ou só pelo extrato bancário.
- O empresário não tem **DRE gerencial** atualizado por centro de resultado.
- A contabilidade entrega números apenas para o fisco, não para gestão.
Sem informação confiável, o empresário toma decisão no escuro:
- Acha que está ganhando dinheiro porque “está movimentado”.
- Não vê quais áreas, produtos ou clientes geram prejuízo.
- Não enxerga os “ralos” por onde o dinheiro está saindo.
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Erros comuns que pioram a situação (mesmo com boa intenção)
1. Tentar resolver apenas vendendo mais
Quando a empresa fatura e não sobra dinheiro, a reação instintiva é:
- Aumentar o esforço comercial.
- Fazer campanhas e promoções.
- Dar descontos para fechar mais rápido.
O problema: se sua **margem está apertada ou negativa**, vender mais apenas **aumenta o buraco**. Você cresce o faturamento e acelera a destruição de caixa.
Antes de pensar em **vender mais**, é essencial entender **quanto cada venda realmente deixa de dinheiro na empresa**.
2. Cortar custos às cegas (e cortar o que não deveria)
Outro erro frequente é fazer um “mutirão de corte de custos” sem critério:
- Demite pessoas estratégicas e perde capacidade de entrega.
- Corta marketing que traz clientes realmente lucrativos.
- Mantém, por outro lado, contratos caros que não geram retorno.
Corte de custos precisa ser **cirúrgico**: identificar onde há desperdício, ineficiência e despesas que não se pagam. E proteger o que gera receita saudável.
3. Fazer mais dívida para “tampar buraco”
Em vez de corrigir a estrutura, muitas empresas:
- Contratam novos empréstimos.
- Fazem renegociações ruins.
- Vivem de rolar dívida em cima de dívida.
Dívida pode ser parte da solução em alguns casos, mas **nunca sozinha**, sem um plano claro de geração de caixa. Do contrário, vira apenas **adiar o problema**, com juros cada vez maiores.
4. Tentar resolver sozinho, no “feeling”
O conhecimento prático do dono é valioso, mas **não substitui análise técnica**. É comum encontrar:
- Empresário experiente, mas sem indicadores financeiros claros.
- Decisões baseadas em percepções (“acho que esse produto dá dinheiro”) em vez de números.
- Falta de tempo para sentar, organizar e analisar dados.
É exatamente nesse ponto que uma **consultoria financeira empresarial** faz diferença: traz método, experiência em outros negócios e visão fria dos números.
Como transformar faturamento em lucro e caixa: a estrutura de solução
Abaixo, um resumo da abordagem que utilizamos em consultorias como a BRK Consult para empresas que **faturam, mas não veem dinheiro**.
1. Diagnóstico financeiro profundo (olhar para o passado para entender o presente)
O primeiro passo não é sair mudando tudo, e sim **entender com precisão onde está o problema**.
Um bom diagnóstico inclui:
- Levantamento dos **últimos 12 a 24 meses** de faturamento, custos e despesas.
- Análise da **margem de contribuição** por produto/serviço.
- Estudo dos **prazos médios** de recebimento e pagamento (ciclo financeiro).
- Identificação de **despesas ocultas** (juros, multas, taxas, desperdícios).
- Avaliação de dívidas, renegociações e relacionamento bancário.
O objetivo é responder com dados:
- Quais áreas/linhas de produto dão dinheiro?
- Quais consomem caixa?
- Onde está o ralo que faz o dinheiro sumir?
É muito comum, nessa etapa, encontrarmos:
- Valores que podem ser **resgatados** (impostos pagos a mais, contratos mal negociados, desperdícios relevantes).
- Oportunidades de **reorganização simples** que já trazem alívio de caixa rápido.
2. Organizar conta pessoal x conta da empresa
Sem essa separação, qualquer plano fica comprometido.
As ações incluem:
- Definir um **pró-labore compatível** com a realidade da empresa.
- Parar de pagar **despesas pessoais via conta PJ**.
- Estabelecer regras claras para **retiradas extraordinárias** (data, limite, justificativa).
- Criar **contas bancárias separadas** e controles específicos.
Com isso, o empresário passa a:
- Ver claramente o **resultado real da empresa**.
- Entender se o problema é gestão ou excesso de retirada.
- Tomar decisões com base em dados, não só em urgências pessoais.
3. Ajustar precificação e mix de produtos/serviços
Com os números corretos na mão, é possível:
- Recalcular **preços de venda**, considerando custos, impostos e margem mínima desejada.
- Identificar produtos/serviços que devem:
- Ter preço reajustado;
- Ser reposicionados;
- Ou até **ser descontinuados**, se forem estruturalmente ruins para o caixa.
- Entender o **mix ideal de vendas**: o que precisa ser impulsionado porque gera lucro de verdade.
Muitas vezes, pequenos ajustes de **3%, 5%, 10% em preços e condições** já mudam significativamente o resultado.
4. Readequar custos fixos sem destruir a operação
Aqui, o objetivo não é “passar a faca em tudo”, mas:
- Identificar **despesas que não geram resultado proporcional**.
- Revisar contratos (aluguel, fornecedores, serviços recorrentes).
- Avaliar se a estrutura de pessoal está adequada ao faturamento e ao modelo de negócio.
Um bom trabalho de consultoria não olha apenas “onde cortar”, mas também:
- Onde investir melhor.
- O que pode ser terceirizado.
- O que pode ser reestruturado para aumentar produtividade.
5. Organizar o fluxo de caixa e prazos com clientes e fornecedores
Depois de entender a realidade, é hora de melhorar o **ciclo financeiro**:
- Negociar **melhores prazos** com fornecedores.
- Rever **política de crédito e recebimento** com clientes (prazo, desconto para pagamento à vista, garantias).
- Criar um **fluxo de caixa projetado** para, pelo menos, os próximos 3 a 6 meses.
Com isso, o empresário deixa de reagir ao caixa dia a dia e passa a:
- Saber com antecedência onde haverá aperto.
- Planejar pagamentos estratégicos.
- Decidir com calma quando vale ou não tomar crédito.
6. Plano de ação para os próximos 90 dias
Após o diagnóstico, montamos um **plano de ação prático**, normalmente com foco nos próximos 90 dias, que pode incluir:
- Ajustes imediatos de preços.
- Cortes e renegociações específicas.
- Reorganização da agenda de pagamentos.
- Implantação de controles financeiros simples e objetivos.
- Estratégias para gerar caixa rápido sem colocar a empresa em risco.
É nesse ponto que muitas empresas começam a sentir, em poucos meses, a diferença de:
- **Trabalhar e ver o dinheiro sobrar**,
- Em vez de só movimentar muito e continuar sem fôlego.
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Quando faz sentido buscar ajuda externa (e por que isso acelera o resultado)
Alguns sinais de que **já passou da hora** de ter um olhar profissional sobre as finanças da sua empresa:
- Você não consegue responder com clareza: “Quanto efetivamente sobra por mês?”
- Toda vez que aparece uma despesa inesperada, o caixa entra em colapso.
- A empresa vive no limite do cheque especial ou de antecipação de recebíveis.
- Qualquer proposta de aumento de salário, investimento ou expansão gera medo.
- Você tem a sensação constante de **“trabalhar muito e ver pouco resultado pessoal”**.
Uma consultoria financeira empresarial especializada em PMEs:
- Entra com **metodologia**,
- Experiência em **empresas em situação parecida com a sua**,
- E foco em **gerar caixa, não em produzir relatórios para enfeitar gaveta**.
No modelo da BRK Consult, por exemplo:
- Existe uma **avaliação/diagnóstico inicial detalhada**, olhando para o histórico financeiro para encontrar **valores a resgatar, inconsistências e oportunidades**.
- Há um componente de **remuneração por sucesso**: você investe na avaliação e só paga a segunda parte quando há **resultado concreto** (valores recuperados / plano implementado).
Ou seja, o interesse fica alinhado: **você precisa ver resultado na prática**.
> **Sugestão de CTA 2 (após esta seção):**
> Bloco chamativo com texto:
> “Se sua empresa fatura, mas você não vê dinheiro sobrando, seu problema não é falta de trabalho – é falta de estratégia financeira.
> Clique abaixo e solicite um **Mapeamento Gratuito de Dinheiro que Sua Empresa Está Perdendo**.”
> Botão: **“Quero meu Mapeamento Gratuito”** (para a mesma landing de diagnóstico/auditoria).
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Próximos passos: o que você pode fazer ainda esta semana
Para não deixar esse conteúdo virar só mais uma leitura, sugiro três ações práticas:
1. Listar seus “sinais de alerta”
Pegue papel e caneta (ou uma planilha) e responda:
- Sua empresa já atrasou folha, impostos ou fornecedores nos últimos 6 meses?
- Você usa limite bancário de forma recorrente?
- Sabe, com números, qual é sua margem de lucro por produto/serviço?
- Consegue dizer quanto sobra de verdade para você por mês, em média?
Quanto mais “não” ou “não sei” você tiver, maior a urgência de organizar as finanças.
2. Separar definitivamente conta pessoal de conta da empresa
Defina:
- Um **valor de pró-labore**.
- A partir de quando **não pagará mais despesas pessoais pela conta PJ**.
- Como serão registradas **retiradas extraordinárias**.
Só esse movimento já melhora muito a clareza.
3. Agendar um diagnóstico financeiro com especialista
Em vez de tentar descobrir tudo sozinho, use a experiência de quem já analisou dezenas de empresas na mesma situação que a sua.
Na BRK Consult, o **Diagnóstico/Auditoria Financeira Inicial** foi desenhado exatamente para casos como:
- Empresa que fatura, mas não vê sobra.
- Empresas em crise ou quase falindo.
- Clínicas, consultórios e indústrias com problema de margem e caixa.
O foco é identificar, com objetividade:
- Onde o dinheiro está se perdendo hoje.
- Que valores podem ser resgatados.
- Que ajustes geram mais impacto nos próximos meses.
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