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Diferença entre ter lucro no papel e ter dinheiro em caixa – e por que isso quebra empresas | Reestruturação de Empresas

  • Writer: Frederico Soares
    Frederico Soares
  • Jan 26
  • 9 min read

Updated: Feb 1

“O contador diz que tive lucro, mas eu estou sem dinheiro”


Lucro no papel x dinheiro em caixa: entenda a diferença e proteja sua empresa | BRK Consult


Se você já viveu (ou vive) algo assim:


  • O balanço mostra lucro,

  • O contador diz que “o resultado foi positivo”,

  • Mas você olha para a conta bancária e… não tem dinheiro para pagar tudo,

então este artigo é para você.


Essa contradição – lucro no papel x falta de caixa – é uma das maiores armadilhas para donos de pequenas e médias empresas. E é também uma das causas silenciosas de crise, endividamento e até falência.


Aqui, vamos falar de forma prática:


  • Qual a diferença real entre lucro contábil e dinheiro em caixa.

  • Por que empresas com lucro podem quebrar por falta de caixa.

  • Os erros mais comuns de quem confunde uma coisa com a outra.

  • Como organizar sua gestão financeira para que lucro vire dinheiro de verdade.

  • E como um diagnóstico financeiro bem-feito pode mostrar onde o seu caixa está sendo destruído.

Se você já ouviu do contador que teve lucro, mas vive sem dinheiro em caixa, é hora de olhar de perto suas finanças.

Reestruturação de Empresas | Conceitos sem burocracia: o que é lucro e o que é caixa?


O que é lucro?


De forma simples, lucro é o resultado que sobra quando você pega:

  • Tudo o que entrou de receita em um período menos

  • Tudo o que foi gasto (custos + despesas) nesse mesmo período.


Na prática contábil, esse lucro pode ser:


  • Lucro bruto (receita – custos diretos de produtos/serviços).

  • Lucro operacional (lucro bruto – despesas operacionais).

  • Lucro líquido (resultado final depois de todas as despesas, juros, impostos etc.).


Esse lucro é calculado em regime de competência:


  • Ou seja, considera quando a venda foi feita e quando a despesa foi gerada, não necessariamente quando o dinheiro entrou ou saiu do caixa.


O que é caixa?


Caixa é o dinheiro real disponível:


  • Saldo em conta bancária.

  • Dinheiro em espécie.

  • Aplicações de curtíssimo prazo (que podem ser resgatadas para pagar contas).


Aqui, o que importa é o fluxo de entradas e saídas em regime de caixa, ou seja:


  • Quando o dinheiro entrou de verdade.

  • Quando o dinheiro saiu de verdade.


Não interessa apenas se “foi vendido” ou se “a nota foi emitida”. Interessa se o cliente pagou e se você pagou as contas.


A grande diferença: competência x caixa (e onde o empresário se confunde)


A maioria das contabilidades trabalha em regime de competência, porque é assim que a lei exige para demonstrar resultados.


Exemplo simples:


  • Você vende hoje R$ 100.000,00 em serviços, para receber em 30, 60 e 90 dias.

  • Emite as notas fiscais.

  • Do ponto de vista contábil, isso entra como receita deste mês.


Por outro lado:


  • Você paga fornecedores, folha, impostos e despesas do mês à vista ou em prazos mais curtos.

  • Esses pagamentos entram como custos e despesas deste mesmo mês.


No papel, pode dar lucro.No caixa, você pode estar apertado, porque:


  • O dinheiro da venda ainda não entrou,

  • Mas os pagamentos já saíram.


Quando o empresário não entende essa diferença, ele olha apenas para o “lucro” e ignora o timing do caixa. E é aí que mora o risco.


Como uma empresa lucrativa pode quebrar por falta de caixa


Sim, é totalmente possível quebrar com lucro. Isso acontece quando a empresa:


  • Gera resultado positivo nas demonstrações financeiras,

  • Mas não tem dinheiro suficiente na conta para honrar compromissos no prazo.

Alguns cenários típicos:


1. Crescimento sem caixa


  • A empresa aumenta vendas,

  • Dá mais prazo aos clientes,

  • Compra mais insumos, estoca mais, contrata mais gente.


O lucro contábil cresce, mas:


  • O dinheiro das vendas entra cada vez mais tarde.

  • Os custos e despesas aumentam e precisam ser pagos antes.


Resultado:


  • A empresa precisa de capital de giro maior.

  • Se não tiver, recorre a banco, cheque especial, antecipação de recebíveis.

  • Os juros consomem o resultado.

Se nada for feito, mesmo com vendas altas, a empresa entra em espiral de endividamento.


2. Margem pequena + prazo longo


Negócios com margem baixa e prazo longo são muito vulneráveis:


  • Você ganha pouco em cada venda,

  • E leva muito tempo para receber.


Enquanto isso, precisa:


  • Comprar matéria-prima.

  • Pagar equipe, aluguel, sistemas, impostos.

  • Arcar com despesas financeiras.


Mesmo com lucro contábil pequeno, a empresa pode não gerar caixa suficiente para se manter saudável.


3. Endividamento mal estruturado


Outra situação comum:


  • A empresa tomou empréstimos no passado para investir, cobrir buracos ou crescer.

  • As parcelas mensais desses empréstimos são altas.

  • Os juros são caros.


No DRE, o negócio continua mostrando lucro.Mas o peso das dívidas come o caixa todo mês.


Se não houver um plano de reestruturação financeira, a empresa fica permanentemente sufocada.


Erros que fazem o empresário confiar demais no “lucro no papel”


1. Tomar decisão só olhando o DRE ou o resultado que o contador passa


Muitos donos de empresa recebem um relatório contábil e fazem leituras como:


  • “Deu lucro, então está tudo bem.”

  • “O resultado melhorou em relação ao ano passado.”


Só que:


  • A contabilidade está preocupada principalmente com fisco e obrigações legais,

  • Não com a saúde de caixa diária do negócio.


Sem olhar um fluxo de caixa projetado, o empresário:


  • Assume compromissos que o caixa não comporta.

  • Investe em expansão na hora errada.

  • Faz retiradas maiores achando que “sobrou”.


2. Aumentar retiradas pessoais em função do “lucro”


Quando o DRE mostra um lucro mais alto, é comum o sócio pensar:


  • “Se a empresa está lucrando mais, posso me pagar mais.”


Só que esse lucro:


  • Pode estar no papel, mas não no caixa.

  • Pode estar comprometido com estoques, duplicatas a receber ou investimentos já feitos.


Aumentar retirada pessoal sem olhar o caixa é um dos caminhos mais rápidos para:


  • Deixar a empresa sem fôlego.

  • Criar atrasos com fornecedores e impostos.

  • Entrar em conflito com sócios e equipe.


3. Ignorar o ciclo financeiro do negócio


Cada negócio tem um ciclo financeiro:


  • Tempo entre comprar/produzir e receber do cliente.

  • Durante esse ciclo, é a empresa que financia a operação.


Quando o dono não conhece esse ciclo:


  • Vende com prazo maior do que deveria.

  • Não negocia bem com fornecedores.

  • Não sabe quanto capital de giro realmente precisa.


Na prática, isso significa que o negócio é bom… para o cliente, que compra com boas condições, mas ruim para o caixa da empresa.


O que você precisa enxergar: lucro, caixa e capital de giro trabalhando juntos


Para a empresa ser saudável, três coisas precisam conversar bem:


  1. Lucro – o negócio precisa ser rentável.

  2. Caixa – o dinheiro precisa entrar na velocidade certa.

  3. Capital de giro – você precisa ter “folga financeira” para sustentar o ciclo.


Entendendo a estrutura mínima de controle


O mínimo que uma PME deveria ter:


  • DRE gerencial mensal (lucro real da operação, não só o fiscal).

  • Fluxo de caixa realizado e projetado (pelo menos 3 meses à frente).

  • Visão dos prazos médios:

    • Prazo médio de recebimento (PMR).

    • Prazo médio de pagamento (PMP).

    • Prazo médio de estocagem (no caso de comércio/indústria).


Isso permite:


  • Saber quando haverá pico de falta de caixa.

  • Planejar renegociações e ajustes antes do problema estourar.

  • Decidir com base em números se pode ou não assumir um novo compromisso.


Como colocar ordem na casa: passos práticos para transformar lucro em caixa


1. Fazer um diagnóstico financeiro sério (não é só olhar extrato)


O primeiro passo é parar de adivinhar e ter clareza:


  • Sua empresa realmente é lucrativa?

  • Em quais produtos/serviços o lucro é maior ou menor?

  • Seu problema é mais operacional (custos, margem) ou financeiro (prazos, dívidas)?


Um bom diagnóstico financeiro empresarial, como o que a BRK Consult realiza, costuma incluir:


  • Levantamento detalhado do histórico de receitas, custos e despesas.

  • Cálculo da margem de contribuição por linha de produto/serviço.

  • Análise do ciclo financeiro (prazo de estocagem, recebimento, pagamento).

  • Levantamento de dívidas, juros e condições bancárias.

  • Identificação de inconsistências e valores a resgatar (erros, desperdícios, impostos pagos a mais etc.).


Nessa etapa, muitas empresas descobrem que:


  • O lucro que aparece no papel não reflete a realidade de caixa.

  • Algumas linhas de produto/serviço são destruidoras de caixa.

  • Existem ajustes relativamente simples que podem aliviar o caixa em poucos meses.


2. Ajustar prazos com clientes e fornecedores


Depois de entender o ciclo, é hora de:


  • Tentar encurtar o prazo de recebimento dos clientes:


    • Oferecer desconto por pagamento à vista ou em prazos menores.

    • Rever condições de parcelamento.

    • Ser mais criterioso na concessão de crédito.


  • E alongar (quando possível) o prazo de pagamento aos fornecedores:


    • Negociar condições melhores com quem tem interesse em manter seu negócio.

    • Avaliar concentração de compras em parceiros que ofereçam prazos mais adequados.


O objetivo é reduzir o “buraco” entre pagar e receber, aliviando a pressão sobre o caixa.


3. Rever política de preços e mix de vendas


Com a margem real na mão, você pode:


  • Reajustar preços de produtos/serviços que estão com margem insuficiente.

  • Reposicionar ofertas que geram muito trabalho e pouco resultado.

  • Focar o comercial em produtos e segmentos que geram caixa de verdade.


Às vezes, vender menos de algumas coisas e mais de outras é o que salva o caixa – mesmo que, no curtíssimo prazo, o faturamento total caia um pouco.


4. Tratar dívidas como parte da estratégia (não só apagar incêndio)


Se a empresa já chegou a um nível de endividamento relevante, é fundamental:

  • Mapear todas as dívidas (valor, taxa de juros, prazo, garantias).

  • Entender qual é o peso mensal delas no fluxo de caixa.

  • Avaliar possibilidade de:

    • Renegociação.

    • Troca de dívidas caras por dívidas mais baratas.

    • Alongamento de prazo para reduzir parcela mensal.

Isso deve ser feito junto com a reorganização da operação, não isoladamente. Senão, a empresa apenas “compra tempo” e volta ao mesmo problema.


5. Implantar um fluxo de caixa projetado (e olhar para ele toda semana)


Fluxo de caixa projetado não precisa ser um monstro, mas precisa ser:


  • Realista,

  • Atualizado,

  • E usado na tomada de decisão.


Basta uma boa planilha (ou sistema simples) mostrando, dia a dia ou semana a semana:


  • Entradas previstas (recebimentos de clientes, outras receitas).

  • Saídas previstas (folha, impostos, fornecedores, parcelas de empréstimos, retiradas dos sócios).


Com isso, você passa a:


  • Antecipar problemas (em vez de ser surpreendido).

  • Negociar com mais força (quando ainda há tempo).

  • Decidir com clareza sobre investimentos, contratações e retiradas.


Onde entra uma consultoria financeira empresarial nesse processo


Organizar isso tudo sozinho, no meio do dia a dia, não é simples. É aí que uma consultoria financeira empresarial especializada em PMEs faz a diferença.


No caso da BRK Consult, o modelo é pensado para empresas que:


  • Faturam, mas não veem dinheiro.

  • Estão no vermelho ou no limite do caixa.

  • Precisam tomar decisões importantes nos próximos meses (crescer, cortar, reestruturar).


A atuação passa por:


  • Diagnóstico/Auditoria Financeira Inicial:


    • Análise profunda do passado financeiro para entender a raiz do problema.

    • Busca por valores a resgatar, inconsistências e oportunidades.

    • Entrega de um raio-X claro:

      • Onde o lucro está sendo consumido.

      • Como está o ciclo de caixa.

      • Onde atacar primeiro.


  • Plano de reestruturação da gestão financeira:


    • Ajustes de precificação, prazos, custos e dívidas.

    • Implantação de controles mínimos (DRE gerencial, fluxo de caixa).

    • Acompanhamento na execução, quando contratado.


E com um formato de honorários que alinha interesses:


  • Um valor pelo diagnóstico detalhado.

  • E um valor adicional atrelado ao sucesso (valores efetivamente resgatados / plano implementado).


Ou seja, o foco não é gerar relatório bonito – é fazer o lucro aparecer em forma de dinheiro na conta.


Se hoje o seu contador diz que há lucro, mas você vive apagando incêndio no caixa, isso é um sinal claro de alerta. Solicite agora um Mapeamento Gratuito de Dinheiro que Sua Empresa Está Perdendo e veja, com números, onde está o problema.

Próximos passos para o dono de empresa que quer parar de viver no sufoco


Para começar ainda esta semana:


1. Pergunte a si mesmo três coisas


  1. Eu sei exatamente quanto a minha empresa lucrou nos últimos 3 meses, com números claros?

  2. Eu sei como está meu fluxo de caixa projetado para os próximos 60–90 dias?

  3. Eu consigo explicar, com dados, por que falta dinheiro (e não só “porque tudo está caro”)?

Se a resposta for “não” em qualquer uma delas, há espaço – e urgência – para melhoria.


2. Converse com seu contador… e vá além


Use o contador como aliado, mas entenda os limites:


  • Peça relatórios que mostrem não só o resultado fiscal, mas também dados úteis para a gestão.

  • Porém, não espere que ele faça o papel completo de consultor financeiro da empresa – não é essa a função principal da contabilidade.


É por isso que consultorias como a BRK Consult existem: para fazer a ponte entre números e decisões práticas de gestão.


3. Agende um diagnóstico financeiro profissional


Em vez de passar mais um ano “na raça”, com a sensação de que “o dinheiro desaparece”, você pode:


  • Colocar seus números na mesa,

  • Ter um especialista te mostrando onde o lucro está indo embora,

  • Sair com um plano claro para gerar caixa de verdade, e não só lucro no papel.


Para empresas de comércio, serviços, clínicas/consultórios e indústrias, essa diferença entre lucro e caixa muitas vezes é a linha tênue entre:


  • Continuar crescendo com saúde,

  • Ou entrar em um caminho de crise, endividamento e risco de falência.



 
 
 

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