5 erros que aceleram a falência de empresas que ainda poderiam ser salvas | Reestruturação Empresarial
- Frederico Soares
- Jan 29
- 6 min read
Updated: Feb 2
Reestruturação Empresarial | Empresas não quebram só por falta de cliente

Muita empresa que fecha as portas não está assim porque:
O produto era ruim,
Ou não tinha cliente,
Ou não tinha mercado.
Na prática, muita empresa quebra por erros de gestão financeira – e não porque o negócio em si não tinha potencial.
Talvez seja o seu caso hoje:
Você tem clientes.
O telefone toca, chegam pedidos, a agenda enche.
O faturamento existe…
Mas as contas não fecham, as dívidas crescem e o medo de quebrar é real.
A boa notícia: em muitos casos ainda há salvação. A má notícia: alguns erros comuns podem acelerar a falência se nada for feito.
Neste artigo, você vai ver:
5 erros que empurram empresas em dificuldade para a falência mais rápido.
Como identificá-los na sua realidade.
O que fazer diferente se você quer dar uma chance real de recuperação à sua empresa.
Onde entra um diagnóstico financeiro profissional nesse processo.
Se sua empresa ainda tem clientes e faturamento, mas as finanças estão em colapso, é hora de agir antes que esses erros acelerem a falência. Comece com um Diagnóstico Financeiro Gratuito.
Erro 1: tentar resolver tudo apenas vendendo mais
Quando o caixa aperta, a reação instintiva do empresário é:
“Preciso vender mais.”
“Vamos fazer promoção.”
“Dou mais prazo, desde que o cliente feche.”
O problema é que, se a empresa:
Tem margem de lucro apertada ou negativa,
Vende com prazos longos demais,
Ou tem custos fixos desajustados, vender mais piora a situação.
Você aumenta:
O trabalho,
O risco,
A necessidade de capital de giro, mas não necessariamente aumenta o dinheiro que sobra.
Alguns sinais de que esse erro está acontecendo:
Faturamento crescente,
Caixa piorando,
Dependência cada vez maior de banco.
O que fazer diferente:
Antes de pensar em vender mais, você precisa entender:
Qual é a margem real por produto/serviço.
Quais vendas geram caixa e quais consomem caixa.
Só depois de ajustar isso é que faz sentido acelerar vendas.
Esse é exatamente o tipo de análise que entra em um diagnóstico financeiro bem feito.
Erro 2: pegar qualquer empréstimo que aparece, sem ter plano nem projeção
Outro erro clássico de empresas que poderiam ser salvas:
Contratam empréstimos sucessivos, sempre “para passar essa fase”.
Usam limite de cheque especial, conta garantida e cartão como se fosse capital de giro fixo.
Fazem empréstimo para pagar empréstimo, sem mudar nada na estrutura do negócio.
Isso cria um efeito bola de neve:
A dívida aumenta.
Os juros mensais aumentam.
O caixa fica ainda mais pressionado.
O empresário perde sono… e clareza.
Sem um plano, o empréstimo vira:
Remendo caro em um modelo que já está dando errado.
O que fazer diferente:
Qualquer decisão de crédito deveria estar apoiada em:
Um fluxo de caixa projetado (pelo menos 6–12 meses).
Um plano concreto de como esse dinheiro vai gerar resultado.
Uma análise fria da capacidade real de pagamento.
Em alguns casos, sim, uma linha de crédito bem usada pode ajudar na reestruturação.
Mas isso precisa vir depois de um diagnóstico, não antes.
Erro 3: cortar custos “no machado” e destruir a capacidade de recuperação
Quando a situação aperta, vem o grito: “temos que cortar custo!”.
Até aqui, tudo bem. O problema é como se corta.
Alguns exemplos de cortes ruins:
Reduzir ou zerar marketing que traz bons clientes.
Demitir pessoas-chave da operação, e sobrecarregar quem fica.
Cortar serviços ou ferramentas que ajudavam a empresa a vender ou controlar melhor.
Reduzir tanto a qualidade que o cliente começa a ir embora.
Resultado:
O custo cai um pouco,
Mas o faturamento e a capacidade de gerar caixa caem muito mais,
A recuperação fica ainda mais improvável.
O que fazer diferente:
Cortar custo com bisturi, não com machado.
Perguntar, item a item:
“Se eu cortar isso, ajudo ou atrapalho a geração de caixa?”
“Esse gasto gera retorno? Quanto?”
Proteger:
O que traz venda e caixa de verdade.
A operação mínima necessária para entregar bem ao cliente.
É comum, em reestruturações bem feitas, cortar muito desperdício – mas preservando o que sustenta a recuperação.
Erro 4: misturar totalmente o bolso do dono com o caixa da empresa
Esse erro é especialmente grave em momentos de crise.
Quando o dono mistura tudo:
Paga despesas pessoais pela conta PJ.
Não tem pró-labore definido: tira “quando dá”.
Usa cartão da empresa para gastos da família.
E, às vezes, põe dinheiro pessoal na empresa sem registrar direito.
Consequências:
Fica impossível saber se:
A empresa está quebrando,
Ou se o padrão de vida do dono é que está acima do que o negócio aguenta.
Qualquer análise de recuperação fica contaminada.
A tomada de decisão se baseia em sensação, não em números.
O que fazer diferente:
Mesmo em crise, é fundamental:
Definir um pró-labore (ainda que menor que o desejado).
Parar de usar a conta PJ como carteira pessoal.
Registrar entradas e saídas de dinheiro dos sócios com clareza (empréstimo, distribuição de lucro, etc.).
Essa separação:
Traz clareza sobre a real situação da empresa.
Protege minimamente a pessoa física, caso a empresa não se recupere.
Erro 5: não pedir ajuda especializada a tempo (tentar salvar tudo sozinho)
Por orgulho, vergonha ou costume de “resolver tudo na raça”, muitos empresários:
Adiam ao máximo a busca por ajuda.
Só chamam um consultor quando a empresa já está muito perto do ponto sem volta.
Chegam para conversar com um especialista quando quase todas as opções já se foram.
Isso acelera a falência porque:
A empresa perde tempo precioso de reação.
Decisões importantes (renegociações, cortes, ajustes de modelo) são tomadas tarde demais.
O dono desgasta sua saúde, família e capacidade de liderança.
O que fazer diferente:
Encarar consultoria financeira não como “luxo de empresa grande”,
Mas como ferramenta de sobrevivência e recuperação para PMEs.
Quanto mais cedo um especialista entrar:
Maior a chance de haver um plano viável de recuperação.
Menos radical costuma ser o corte necessário.
Mais patrimônio e estrutura podem ser preservados.
Como saber se ainda dá tempo de salvar a sua empresa
Algumas perguntas ajudam a medir rapidamente a situação:
Você ainda tem clientes, demanda e mercado para o que faz?
O faturamento, mesmo caindo, ainda é relevante (não zerou)?
As dívidas, embora pesadas, ainda podem ser renegociadas dentro de uma lógica?
Você está disposto a:
Mexer em custos,
Rever modelo,
Ajustar retiradas como sócio,
E passar por um período de reestruturação de verdade?
Se as respostas tendem a “sim”, é bem possível que ainda exista caminho de recuperação – mas ele passa, necessariamente, por um diagnóstico profundo e um plano estruturado.
O papel de um diagnóstico financeiro profissional nessa virada
Um bom diagnóstico financeiro empresarial faz exatamente aquilo que o dono, sozinho, tem dificuldade de fazer:
Enxergar o todo e não apenas o incêndio do dia.
Separar o que é problema pontual do que é erro estrutural.
Traduzir números em decisões práticas.
No modelo de trabalho da BRK Consult, o diagnóstico/auditoria inicial envolve:
Análise detalhada do passado financeiro da empresa (12 a 24 meses).
Levantamento de:
Faturamento, custos, despesas.
Dívidas e condições de pagamento.
Fluxo de caixa e prazos (receber x pagar).
Cálculo de margens e pontos de equilíbrio.
Identificação de:
Erros que estão destruindo caixa.
Valores a resgatar (inconsistências, desperdícios, oportunidades).
Entrega de um raio-X claro:
Onde o dinheiro está se perdendo.
Se a empresa ainda é recuperável.
O que precisa ser feito, em que ordem, para tentar salvar o negócio.
Se você reconheceu na sua empresa alguns desses 5 erros, ainda pode haver tempo de virar o jogo – desde que você aja com método. Solicite um Diagnóstico Financeiro Gratuito e descubra, com clareza, se a sua empresa ainda pode ser salva e como.
Próximos passos práticos para quem não quer fazer parte da estatística de falência
Para transformar este conteúdo em ação, você pode:
1. Identificar quais desses 5 erros você está cometendo hoje
Pegue uma folha e marque:
Tentar resolver tudo só vendendo mais.
Pegar empréstimo sem plano.
Cortar custos de qualquer jeito.
Misturar contas pessoais com as da empresa.
Tentar salvar tudo sozinho, sem ajuda técnica.
Quanto mais marcas, maior a urgência de agir de forma diferente.
2. Escolher um erro para parar de cometer imediatamente
Por exemplo:
Hoje: não vou mais pegar crédito sem ter um fluxo de caixa projetado.
ou
A partir deste mês: não pago mais despesas pessoais pela conta PJ.
Um movimento claro já muda sua postura.
3. Agendar uma conversa de diagnóstico com especialista
Você não precisa, de cara, fechar um grande projeto. Mas pode:
Levar seus números.
Ouvir uma leitura técnica.
Entender quais são, de fato, as opções (e os limites) para a sua empresa.
Esse é o objetivo do diagnóstico/auditoria inicial da BRK Consult: sair do achismo, evitar erros que aceleram a falência e construir, se ainda houver tempo, um plano real de recuperação.
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